Conheça as vantagens, limitações e cenários de uso do ZenScreen Fold OLED, um acessório pensado para profissionais móveis.
O ZenScreen Fold OLED da ASUS propõe algo que até pouco tempo parecia exotismo: uma tela OLED dobrável de 17,3″ que cabe na mochila. Em uso, entrega qualidade de imagem digna de estúdio, aliado a um formato pensado para produtividade longe da mesa. No entanto, o preço e algumas limitações práticas tornam a compra uma decisão para usuários muito específicos.
Onde o ZenScreen Fold brilha
Primeiro ponto: a qualidade de imagem. A tela OLED oferece contraste praticamente infinito, pretos profundos e cores vibrantes com cobertura ampla de DCI-P3. Para quem trabalha com edição de imagem ou precisa de uma segunda tela fiel, o ganho é real. Além disso, a proporção 4:3 do painel favorece o trabalho em janelas lado a lado, ideal para planilhas, documentos e revisão de material visual.
Portabilidade e construção
Quando fechado, o monitor tem pegada compacta e robusta — a dobradiça em “gota” reduz o vinco no centro e o conjunto inclui um suporte integrado que transforma o produto em um monitor de mesa em segundos. Apesar disso, o peso (em torno de 1,17 kg) e a espessura quando fechado mostram que não se trata de um gadget ultraleve: é portátil, não ultramóvel.
Conectividade e ergonomia
O ZenScreen Fold traz duas entradas USB-C com suporte a DisplayPort Alt Mode, uma mini-HDMI e saída de áudio de 3,5 mm. Isso garante compatibilidade com notebooks e consoles; contudo, vale destacar que, em alguns cenários, o brilho máximo só é alcançado com a fonte de alimentação dedicada — conectar somente ao laptop nem sempre entrega todo o potencial do painel.
Desempenho de imagem e limitações
Em SDR e HDR o monitor impressiona: contraste, profundidade de cor e tempo de resposta estão num nível muito alto. Ainda assim, existem pontos de atenção: o vinco ao dobrar pode gerar ondulações perceptíveis sob reflexos e, dependendo do fluxo de energia do laptop, o monitor pode reduzir brilho automaticamente. Em suma, ótimo desempenho, com alguns compromissos práticos.
Especificações-chave
| Item | ZenScreen Fold OLED (MQ17QH) |
|---|---|
| Painel | OLED 17,3″ | 2560 × 1920 (4:3) |
| Brilho | ~350 cd/m² SDR / até ~500 cd/m² HDR (DisplayHDR 500 True Black) |
| Taxa | 60 Hz |
| Entradas | 2× USB-C (DP Alt Mode), 1× mini-HDMI, saída 3,5 mm |
| Peso | ~1,17 kg (com suporte) |
| Extras | Kickstand integrado, rotação automática, compatível com suporte MTS02D |
Como o ZenScreen Fold se compara a um monitor fixo barato
Em linhas gerais, o ZenScreen Fold não disputa com monitores fixos de bom custo-benefício: ele oferece imagem superior e portabilidade, enquanto monitores fixos (IPS/VA) costumam ser mais baratos, oferecer taxas de atualização maiores e ergonomia aprimorada para setups permanentes. A escolha depende do perfil: se sua rotina exige uma tela de qualidade fora do escritório, o Fold justifica o investimento; se a tela fica sempre estacionária, há alternativas mais econômicas.
Para quem este monitor é indicado
- Profissionais de imagem que precisam de reprodução de cor fiel fora do estúdio;
- nômades digitais que priorizam uma segunda tela de alta qualidade;
- usuários que valorizam inovação e estão dispostos a pagar por ela.
Conclusão
O ZenScreen Fold OLED é uma peça de engenharia impressionante: entrega qualidade de imagem quase inigualável em um formato portátil. No entanto, o preço elevado e algumas idiossincrasias de uso (dependência de fonte dedicada para brilho máximo; possibilidade de ondulações no vinco) tornam-no uma aquisição de nicho. Em resumo: excelente tecnologia, melhor para quem realmente precisa de mobilidade com fidelidade de cor — para todos os outros, monitores portáteis mais simples ou monitores fixos oferecem valor mais atraente.